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As questões em torno da nova variante Eris I AO PONTO

As questões em torno da nova variante Eris I AO PONTO

[Música] cerca de três meses depois de OMS declarar o fim da emergência de saúde Global uma nova variante do coronavírus acendeu alguns alertas pelo mundo chamada de Eris ela é mais transmissível e tem provocado surtos de covid nos Estados Unidos Japão e China se tem uma nova variante se essa nova

Variante que tá chamando atenção na Europa Olha uma nova variante que é muito contagiosa se ela já chegou ao Rio de Janeiro ao Brasil Até agora nenhuma confirmação especialista dizem que os sintomas não são mais graves do que o das variantes hoje em circulação e a Organização

Mundial de Saúde apontou que a eles não é uma ameaça imediata mesmo assim a classificou como uma variante de interesse o surgimento da variante serve ainda como um lembrete da importância da vacinação contra covid especialmente das doses de reforço hoje menos de 20% dos brasileiros aptos a receber a vacina

Bivalentes foram imunizados mesmo com as doses disponíveis em postos de todo país Qual o ponto de hoje discute a variante eres suas diferenças em relação à variantes anteriores e como está sendo a resposta das autoridades sanitárias para tirar dúvidas e desfazer ideias erradas a gente conversa com infectologista

Júlio krodas que também fala sobre os impactos que os três anos de pandemia causaram no sistema de saúde eu sou Carolina Mouran eu sou o Felipe varini de agosto de 2023 começa agora vem com a gente Dr Júlio croda mais uma vez bem-vinda que é o ponto sempre é ótimo recebê-lo

Não podcast e nas últimas semanas Estamos vendo como uma preocupação crescente com que a OMS classificou de variante de interesse do coronavírus chamada de Eris e que seria por trás de uma auto número de casos de países como Estados Unidos destina para a gente começar essa conversa o que que é essa

Variante o que que ela tem de diferente de uma nova sub-valiante né aéreis mas ela é uma sub varanda né de uma variante que já circulou que a xbb 1.15 inclusive as novas vacinas para a próxima temporada de vacinação no hemisfério norte é feito com essa sub variantes Ou seja que garante

De proteção para a variantérica mas por enquanto a própria OMS diz que essa variante não é uma ameaça maior do que as demais né quer dizer não tem motivo para Pânico agora Doutor nenhum motivo né a gente sabe que sub variantes vão surgir você irresponsável sim por um aumento de casos eventualmente um

Aumento de hospitalização principalmente nessas pessoas e muito suprimidas e nos idosos acima de 65 anos principalmente mas numa proporção bem menor do que foi no passado mais importante nesse momento é manter o seu calendário vacinal atualizado e isso é que mais impacta uma Projeção de hospitalização futura seja

No hemisfério norte seja futuramente no Brasil tem alguns comentários que eu li fazendo aqui a pesquisa para Episódio de cientista sobre o ritmo das mutações do vírus não só dessa variante é E essas mutações elas Mexeram muito na capacidade de transmissão isso confere as variantes as mais recentes do

Coronavírus elas são estão mais transmissíveis é as variantes ele elas sofrem mutações principalmente na proteína Spike com o objetivo de ter o fitness mais adequado ter um escape de Resposta imune maior e por isso que é tão importante manter a vacinação em dia porque isso garante uma memória de proteção principalmente para

Hospitalização e ó novas variantes irão surgir por enquanto o que nós vivemos nos últimos meses ou no último ano são sub variantes que são responsáveis por novas ondas de amplitude menor de impacto menor principalmente nesses grupos mais vulneráveis Doutor uma dessas novas sub variantes chamada PA6

Levou o governo do Reino Unido a sugerir um retorno do uso de máscaras em público a gente pode ter uma reedição daquele debate sobre o uso ou não uso das máscaras Como já vimos em tantos momentos durante a pandemia provavelmente não né porque o que a gente vai continuar recomendando a

Última máscara para essas populações mais vulneráveis o mundo suprimidos idosos e reforçando a necessidade de atualização do calendário vacinar uso de máscara eventualmente deve retornar para toda a população se nós tiver no momento substancial de hospitalização que estudante a capacidade de atendimento o que a gente não observa

Nesses países do Hemisfério Norte onde já existe esse aumento de hospitalização mas por enquanto nada como foi quando surgiu por exemplo o ano passado então o mais importante agora é monitorar principalmente hospitalização em óbvia no sentido de observar qualquer tendência de superlotação no serviço de saúde Aí sim cada local pode adotar

Recomendações mais amplas mas nesse momento não existe nenhuma recomendação para adoção de máscara pelo público geral mas sim uma recomendação No momento ainda existe mais transição para esse público mais específico é importante entender o cenários epidemiológicos são diferentes a gente tá vendo um aumento substancial de casa

E a hospitalização no hemisfério norte e aqui no Brasil pelo próprio hipogripe nós observamos uma tendência de queda então nós temos momentos epidemiológicos diferentes e as medidas devem ser tomadas de acordo com esse momento epidemiológico [Música] a prefeitura do Rio divulgou uma nota oficial diz que é contra essa

Recomendação diz que a orientação é manter a vacinação em dia incluindo a dose de reforço que é bivalente a prefeitura afirma que nesse momento não há alteração no cenário epidemiológico da cidade prefeitura inclusive fez uma recomendação a UFRJ disse para Universidade conferir a situação vacinal do corpo social ou seja dos alunos dos

Professores dos funcionários para prefeitura a recomendação e a solução nesse momento não é máscara e sim não deixa de ser curioso né porque esse salto do da covid né hemisfério norte ele coincide com o verão por lá e normalmente é o inverno que que está associado essas doenças respiratórias é

A gente ainda não tem uma sazonada clara para o clube 19 associado ao Inverno propriamente dito mas a gente entende e é uma recomendação inclusive no hemisfério norte a o recurso da vacina antes do período do inverno do período sagrado deles respiratório então assim apesar de não ter esse padrão o

Hemisfério norte continua recomendando a dose reforço nesse período entre setembro e outubro no final do ano em preparação para o inverno lá tem uma palavra que o senhor repetiu algumas vezes ao longo da nossa conversa aqui agora que é vacina então a pergunta que muita gente se faz as vacinas

Disponíveis para covid nesse momento inclusive especialmente a bivalente além das doses de reforço elas protegem contra essas variante que está circulando agora elas protegem contra essa sub variantes principalmente para hospitalização em Óbvio elas protegem para doenças informática entretanto uma proteção menos duradoura em torno de 2 3

Meses mas ela tem uma proteção bastante substancial entre 6 meses e 9 meses para hospitalização em obra é importante entender que esses grupos mais vulneráveis idosos e uma suprimidos tem uma queda de proteção maior com o tempo e portanto é necessário sempre ter sua vacina atualizada ter uma vacina recente

Ou seja nos últimos seis meses aproveitando tema a vacinação os números gerais da aplicação de vacina bivalente aqui no Brasil esses números seguem bem baixos apesar da vacina já tá disponível bastante tempo com tantas variantes novas surgindo tem uma parcela da população desprotegida é um fator de risco né é um

Fator de risco para o aumento de hospitalização em óbvia né independente da sub variante que vem a circular no futuro então é importante nesse momento onde a gente não tem ainda o impacto sobre o serviço de saúde que haja se é uma procura desse público principalmente essa população mais vulnerável que não

Tem seu esquema vacinal completo que ele possa procurar as unidades básicas de saúde e complete o seu esquema vacinal essa vacina é muito provavelmente a bivalente vai ficar disponível Durante os próximos meses durante todo esse ano eventualmente no início do ano que vem porque o Brasil adquiriu muitas doses e

A população tem que entender principalmente desses grupos mais vulneráveis que é importante estar com seu sistema vacinal completo então a gente não tem mais campanha específica para convir 19 mas essa vacina está disponível o tempo todo nas unidades de saúde uma das possíveis causas para covid longa é que o vírus continue escondido

No corpo em certos santuários em certos reservatórios do organismo entre eles o intestino e ali fica atuando com aquilo que o vírus faz e o nosso organismo então pertence se defendendo tanto do ponto de vista é imunológico quanto inflamatório os médicos recomendam procurar tratamento para aliviar os sintomas

Agora passando um pouco para para os impactos da covid na nossa vida a gente passou três anos de pandemia e uma questão recorrentes hoje quando se fala sobre a doença é a covid longa pessoas que ficam meses ou anos depois da infecção ainda com sintomas como uma

Perda do paladar e outros problemas de saúde tem algum tipo de estimativa sobre quantas pessoas convivem com a convite longa e quais são os principais sinais dessa condição muito difícil a gente ter essa estimativa porque é um diagnóstico de exclusão né Ou seja que que quer

Dizer isso né quando você não tem outro diagnóstico firmado e a pessoa teve covid estabelece esse diagnóstico sintomas né a pessoa ela pode apresentar aumento da frequência cardíaca diminuição da frequência cardíaca mal-estar General eventualmente pode persistir perda de Paladar e olfato mas é importante ressaltar que o maior número de casos

Identificados de covid longa foi no primeiro ano segundo ano da pandemia nesse momento onde você tem uma maior imunidade coletiva seja pela vacina pela infecção prévia cada vez menos nós observamos novos casos de covid longa Então isso é um dado também relevante a vacina também protege para corrida logo

Então essa imunidade que é gerada pela vacina principalmente mas também pela infecção garante esse tipo de proteção a gente tem ambulatórios específicos que estão acompanhando esses paciente de covid logo em todo o Brasil mas a maioria desses pacientes foram identificados nos primeiros dois anos da pandemia Doutor muitas cidades estados e países

Simplesmente pararam de contar os casos de covid e muitos pacientes acabam nem reportando as autoridades de saúde as suas infecções né hoje em dia só tem convite quem testa e mesmo quem testa positivo muitas vezes não informa esse vazio de dados atrapalha na compreensão do atual estado da covid-19

Atrapalha em parte né a gente sabe que sempre foi assim inclusive para influência para gripe né Nos períodos O mais importante é que a gente identifica entendendo e como que a gente pode fazer isso a gente pode monitorar emergências hospitalizações né esse dado é mais que dedigno né não é não é focado

Como as infecções geralmente leves a gente pode trabalhar com locais sentinela onde a gente testa o número específico de pessoas aqui no Brasil a gente tem uma vigilância sentinela em diver religiões onde é obrigatória testagem de pelo menos cinco amostras semanais E aí a gente pode identificar essa tendência em diferentes locais do

Brasil Então não necessariamente nesse momento da corrida 19 depois do fim da emergência de saúde que a gente precisa testar todos mas a gente precisa ter um bom sistema de vigilância sensível que detec tendências seja no aumento de número de casos de atendimentos com diagnóstico síndrome por exemplo de síndrome respiratória

Seja nas unidades hospitalares nos mencionou o fim da emergência de saúde Global da covid foi declarado em pouco mais de três meses pela Organização Mundial de Saúde depois de três anos de uma pandemia que matou sete milhões de pessoas sendo 700 mil no Brasil além desse Impacto humano das mortes nesse

Momento já é possível enxergar outros impactos que a convite causou na saúde pública como por exemplo na questão negacionismo da vacinação mas de todas as vacinas do calendário né o Brasil nesse momento é um país com elevado risco de introdução de reprodução de doenças que já foram eliminadas por exemplo no ano passado

77% das Crianças receberam a primeira dose contra apólio no Brasil a meta era de vacinar 95% do público alvo a região norte tem a situação mais crítica com risco de reintrodução da pólio e do sarampo por isso a campanha regionalizada já começou no Amazonas e no Acre

Mas a covid 19 trouxe Impacto também por exemplo no diagnóstico novos diagnósticos de câncer e tratamento adequado Ou seja a gente tá vendo muitos pacientes com diagnóstico tarde de câncer ou seja com pior prognóstico muitos pacientes também cardiológicos né que não continuaram seu acompanhamento não foram atendida adequadamente portanto nesse

Momento apresentam sequelas associadas a doenças cardiológicas né então isso é importante a gente tem uma série de comorbidades crônicas que durante a pandemia a gente não intensificou seu diagnóstico seu tratamento e agora É nesse momento a gente observa uma consequência do aumento dessas doenças e da sequelas relacionadas a essas doenças

Para concluir essa nossa conversa Doutor um debate que surgiu ainda na pandemia foi sobre a preparação para surtos e pandemias futuras que a gente sabe que não são uma questão de se acontecer algumas quando aconteceram Por enquanto já passa de concretos para enfrentar essas crises sanitárias ou a gente segue perdendo tempo precioso

Eu acho que a gente aprendeu alguma coisa a gente melhorou eventualmente Nossa vigilância genómicas comentamos Nossa vigilância sentinela nós desenvolvemos vacinas com novas tecnologias ou seja em futuro as pandemias a gente pode utilizar essas novas tecnologias mas a gente ainda falha muito no que diz respeito às medidas

Preparatórias para uma nova pandemia né a gente precisa de alguma forma de uma vida mais ativa mais sensível mais rápida e detec tendências a gente precisa modernizar esse sistema o sistema de informação precisa conversar melhor assim sistema por exemplo de notificação de política tem que conversar com sistema hospitalar

Tem conversar com o sistema de atenção primária então a gente poderia aproveitar né esse momento por pandemia para evoluir em coisas que são práticas e nos deixa mais para as próximas à pandemias como por exemplo melhores sistemas de informação melhor vigilância melhorar nosso complexo industrial da saúde com a capacidade produtiva mais

Adequada de vacinas e medicamentos se houver necessidade Então acho que esses três pontos são essenciais nessa preparação para próximas pandemias [Música] muito obrigada pela participação mais uma vez aqui no ponto até a próxima [Música] para retornar quando necessário [Música] da redação do Globo essa conversa a gente conta com a

Participação de toda a equipe do jornal as mesmas pessoas que levam até você a informação e análise de qualidade todos os dias quer saber mais assim no globo.com e confira todas as notícias e reportagens especiais a produção foi de Pedro Guimarães e a edição [Música]

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