[Música] olá tudo bem eu sou o João Pedro Fragoso aqui comigo tá o Bernardo Coimbra e esse é o Toque Passa o vídeocast do Jornal Globo aqui no estúdio da nossa redação por aqui teremos sempre um convidado do mundo da bola para passar ali pros principais temas da carreira e também falar sobre outros temas do futebol carioca brasileiro e mundial e hoje quem está aqui conosco é o jornalista Carlos Eduardo Mansur ex-repórter do Globo de diversos veículos cariocas mansur também foi assessor de imprensa do Flamengo e hoje em dia comentarista do Sportv e colunista aqui da casa mansur seja bem-vindo aí obrigado pela presença obrigado a vocês pelo convite fragoso Bernardo prazer estar aqui com vocês e principalmente estar aqui nessa redação onde eu vivi tantos e tantos anos né fiquei aqui de na verdade nem não era exatamente nesse prédio né mas cheguei ao Globo em 2007 de onde não cheguei a sair fui em 2021 fui pro pro Sportv mas continuo sendo colunista continua sendo minha casa de certa forma aqui é um prazer estar com vocês e e Mansur para começar assim o nosso papo aqui a gente assim a gente já começa com com o Kent com perguntas fortes assim vamos lá vamos lá e você foi trabalhou em quatro Copas do Mundo em loco né como a gente diz presencialmente nas copas 98 2010 2014 2018 eh agora tá chegando a Copa de 2026 ainda resta alguma esperança de cobrir uma Copa do Mundo com o Brasil sendo campeão já que você não pôde estar em 2002 cara acho que sim cara eh eu eu não compartilho muito a gente tem se a gente for pegar o o espetacular acervo do jornal Globo que tá disponível no site do do jornal você vai reparar que o a gente tá num ponto do debate sobre seleção brasileira que a gente já visitou muitas vezes na história muitas vezes um círculo vicioso é a sensação de terra arrasada de o decreto de falência do futebol brasileiro ele é um evento cíclico do país porque a gente ainda tem uma tendência a separar Copas do Mundo e medir se elas foram bem ou mal jogadas entre as Copas do Mundo ganhas e perdidas como esses fosse como se esses fossem dois eventos de de probabilidades iguais né porque se for assim a gente vai descobrir que o que a história do futebol brasileiro é uma história de fracassos né 22 copas o Brasil ganhou cinco só que ninguém também ganhou mais do que isso porque é difícil ganhar uma Copa do Mundo não é ganhar uma Copa do Mundo é um evento de exceção não é um evento de regra então eh além disso o universo das seleções mudou radicalmente conforme o mundo se globalizou né eu costumo contar quando me perguntam sobre o o momento da seleção eu costumo contar uma história que eu acho que é ela é emblemática assim eh 1974 Copa da Alemanha não era nascido ainda tava jogando o Brasil contra o Então Zire hoje República Democrática do Congo e dado momento o Brasil precisava ganhar aquele jogo de 3 a 0 para avançar para pra segunda fase da Copa do Mundo em dado momento tem uma falta pra seleção brasileira tá a barreira do do Zir montada um jogador do Zir sai da barreira correndo dá um bico na bola e sai correndo naquele momento se instalaram se instalou um debate ele tinha feito aquilo num protesto contra o governo porque havia uma um certo conflito entre aquele elenco e o governo do país ou ele desconhecia a regra veja em 74 foi considerado cabível que um jogador que tava disputando a Copa do Mundo não conhecesse a regra do jogo porque o mundo era enorme as distâncias eram gigantescas a informação não circulava o novo se apresentava à pessoas numa Copa do Mundo que era uma espécie de feira internacional do jogo as pessoas foram descobrir a Laranja Mecânica ali embora o Ajax fosse um time dominante da Europa mas o o novo não se apresentava a cada domingo na TV de todo mundo porque o futebol de todo mundo tá na tela do computador de qualquer pessoa a cada semana hoje cada pequeno país do mundo tem os seus principais destaques competindo se preparando treinando e se desenvolvendo nas melhores estruturas do mundo das principais ligas da Europa então se a concentração de riqueza na Europa fez o futebol de clubes as as diferenças se tornarem enormes abismos fez o futebol de seleções as diferenças encurtarem acabou a era da ingenuidade em qualquer jogo de seleção não tem jogo ganho de velho é muito difícil ganhar qualquer jogo de seleção hoje não tem mais bobo no futebol é não mas é aquas muito pequenas a Argentina campeã do mundo construiu a campanha dela a partir de margens mínimas entre ganhar ou perder contra o México na segunda rodada ela tava eliminada até o Messi se tirar da cartola o chute no canto contra a Austrália o Martinez faz milagre nas oitavas imagina se sair da nas oitavas paraa Austrália nas quartas ela vai pros pênaltis com a Holanda as margens são muito curtas afinal não preciso nem dizer como as margens foram pequenas porque faz parte então assim o Brasil hoje ele tá absolutamente inserido o Brasil não saiu da elite do jogo a produção de jogadores brasileiros não saiu da elite do jogo olha onde olha onde jogam os jogadores da seleção é comparável aonde jogam os jogadores das principais seleções do mundo quem tem um quarteto ofensivo como o Brasil tem à disposição a quantidade de talento agora o que não significa que a escola brasileira não tenha problemas a resolver a gente não produz talvez meio-campistas na qualidade e quantidade que a gente gostaria tanto que a seleção brasileira é muito simples você escalar o melhor talento que o Brasil tem escalar um quarteto de de atacantes e e menos jogadores que controlem jogo talvez a gente não tenha os laterais de outras épocas mas o Brasil não saiu da elite o que a gente não tem é processo a gente não tem processo de construção de uma seleção a gente vai pro quarto treinador no ciclo e a gente acha que tem que enfrentar um time que tem 6 7 anos de um processo de igual para igual senão a gente viveu um um desastre um vexame eh eh eh não o Copa do Mundo é um evento tão de exceção que você consegue ganhar de qualquer maneira você consegue ganhar com um processo você consegue ganhar com uma estrutura ou você consegue ganhar sem nenhuma estrutura porque a AFA Federação Argentina é tão ou mais caótica do que a CBF mas num mata-mata de jogo único incontrolável você pode ganhar só que ninguém só que se todo mundo for escolher agora todo mundo vai escolher ganhar no momento não dá para escolher ganhar porque ninguém consegue escolher resultado o que você escolhe é a forma e a forma como o Brasil se prepara pra Copa ela é a mais atabalhoada possível e isso a gente tem um problema sério enquanto a gente não resolver processos a gente não vai o futebol é um jogo em que tudo é possível o exercício é aumentar a probabilidade tornar mais provável e o Brasil não consegue tornar mais provável e nesse você falou do seleção vai pro quarto treinador né nesse período de 2018 para cá uhum quando acabou a Copa do Qatar você tem um nome de preferência nesse momento e qual o treinador que você acha que se encaixaria melhor para esse um ano e algum pouquinho pr pra Copa de 2026 cara não sinceramente essa é uma pergunta que eu tenho dificuldade de responder assim porque o o trabalho do selecionador ele é cada vez mais diferente do trabalho do técnico de um time você não tem o dia a dia né sim é verdade eh eu acho que tudo tá se encaminhando assim pro pro série de circunstâncias conduzem ao Jorge Jesus como o nome mais provável né eh por tal por ser o que mais possivelmente vai eh vai não vai não vai obrigar a CBF a ter que se desgastar com outro interino seria muito desagradável o Brasil ter mais um interino em uma outra data FIFA eh aparentemente é mais eh mais possível ou mais provável tê-lo já em junho enfim eu acho que isso tudo eh ele é eu acho que ele é um homem capaz de montar uma boa seleção brasileira ele é um homem eh um homem que conhece o futebol brasileiro que vai ter muito respaldo aqui agora ele não a gente não tem base para analisar o trabalho dele como um selecionador eh ter pouco tempo para implantar ideias eh porque é um trabalho difícil no mundo todo os treinadores de seleção no mundo todo sofrem muito você não tem hoje uma seleção que jogue consistentemente bem há muitos anos mesmo a Argentina que fez uma partidaça com contra o Brasil agora é um time que na copa acho não ele chegou teve uma um cresceu um pouco antes da Copa do Qatar dentro da Copa do Qatar o o Escalone começou a mexer quatro cinco por jogo e não era por adaptação ao adversário inicialmente ele tava procurando um time mesmo assim e eh e depois da Copa a Argentina meio que tentou preservar ali a condição de campeã começou a escolher adversários mais fracos depois teve uma queda de rendimento ganhou uma Copa América não foi um grande torneio né de ninguém aquele torneio enfim é difícil ter seleções consistentes a França é hiper criticada nos ciclos entre copas embora tenha sido consistente nas copas e agora de novo é então o que eu acredito o que eu acho é o seguinte o Jorge Jesus eu acho que ele é um bom nome eu acho que talvez seja a escolha nesse momento eh eh vai vai reunir as melhores condições por ter respaldo popular por conhecer ali o futebol brasileiro enfim eh agora não tem nada da garantia de que isso vai funcionar e é muito pouco tempo e para mim qual é o grande defeito a grande questão de você ter pouco tempo numa Copa você é obrigado a tomar decisões muito rápidas quanto mais vivências o jogador tiver com o treinador tiver com aquele elenco mais as situações que vão se apresentar ele vai recorrer a algum amistoso sem importância para nós alguma passagem de uma Copa América de algum torneio em que ele precisou recorrer a essas soluções ele já observou testou no dia a dia ele pode empregar num jogo de Copa agora ainda assim você pode chegar numa o Brasil já ganhou Copas do Mundo Copas do Mundo eh eh sem trabalho nenhum sem ciclo nenhum o que eu digo só é o seguinte se o Brasil ganhar a Copa tomara que ganhe seja com Jorge Jesus ou com outro treinador assumindo a um ano da Copa eh é é uma um paradoxo que eu vou dizer a gente vai celebrar mas a mensagem pro futebol brasileiro terá sido muito ruim porque vai reforçar a nossa tendência de desvalorizar os processos mas aqui nos nossos clubes também esse essa mensagem já não é bem bem frequente bem forte então por isso por isso que a seleção precisava ser um um um polo de propagar boas práticas para mim essa foi a minha maior crítica quando a seleção entendeu que era possível e era realista a ideia de um treinador dividindo função um treinador meio expediente na CBF primeiro que seleção brasileira não é bico né seleção brasileira é coisa séria trabalho de de treinador de seleção brasileira ainda mais com a tecnologia atual com tantos dados disponíveis para um treinador tem trabalho para um dia inteiro para todos os dias a comissão do Tit ficava dando expediente de 8 horas na CBF todos os dias porque tem muita coisa para observar muito dado para analisar enquanto ele não tem os jogadores você começa a projetar as situações observar jogadores conversa com treinadores conversa com jogadores eles mandavam material de vídeo pros jogadores eh enfim eh era um trabalho que que consome tem porque tem dado disponível antigamente você não tinha as imagens não tinha nada assim o o treinador da seleção de fato ele reunia os jogadores e ia trabalhar e mudou muito né então eh por isso ali a minha crítica foi nesse ponto que a seleção brasileira que devia ser uma uma um polo para propagar boas práticas pro futebol brasileiro por ser o time mais importante do país uma das camisas mais importantes do mundo naquele momento ela informava entre aspas ao futebol brasileiro olha esse esse papo de processo é besteira é papo furado é e você falou do Jorge Jesus Jorge Jesus quando chegou no Flamengo claro depois teve a sequência do trabalho o dia a dia mas ele sofreu também no início flamengo vai jogar com Bahia leva de 3 a 0 a classificação a quartos da Libertadores contra Emelec foi bem complicada foi um foi um confronto difícil quando a gente analisa isso depois de ter aquelas duas semanas de de treinamento no acho que era Copa do Mundo era Copa do Mundop não teve um mês parado o futebol brasileiro parou quase um mês Copa América foi no Brasil 2019 quando a gente analisa 2019 primeiro assim eh foi provavelmente o melhor time melhor futebol que a gente viu jogado no Brasil no século né pelo menos assim no século eh aquele time reúne uma quantidade de fatores difíceis de repetir né você encontrar no mercado naquele meio de ano Rafinha e um Felipe Luiz ainda com capacidade de desempenhar não no auge deles mas perto daquilo né em altíssimo nível a reunião de jogadores vivendo todos os seus melhores os seus melhores momentos de carreira e o casamento deles com a forma de jogar daquele do treinador aquilo funcionar de uma maneira tão de uma ter uma química tão grande que é uma coisa que você por mais que você planeje você não tenha certeza que vai acontecer aquilo tudo e aí a isso se somam circunstâncias e de contexto né ele chega tem um mês de calendário parado ele os jogadores descansam duas semanas treinam outras duas ou um pouco mais fazem amistoso de preparação você imagina isso hoje em dia é impensável né e no primeiro mata-mata o time é eliminado que é a Copa do Brasil pro Atlético Paranaense pro Atlético Paranaense então as semanas de Copa do Brasil dali em diante ele também teve vagas né então quando você fala ah ele não poupava jogava primeiro que não é verdade jogou muita gente jogou ali naquele time eh mas a a era um era um tiro um pouco mais curto e e com calendário que se tornou não se tornou fácil mas se tornou um pouco mais administrável e ainda assim agora nada apaga que é um foi uma experiência eh impressionante o que o Brasil viu naquela campanha é é difícil de repetir agora enfim é aguardar para ver quem quem Eddo e Rodrigo Caetano enfim quem a diretoria da CBF vai escolher ainda falando sobre Copa Mansur eu queria te perguntar sobre as suas experiências nessas quatro copas qual foi a melhor assim qual foi a melhor que você eh vivenciou em termos de local em termos de desempenho esportivo das seleções eu se eu cara eu acho que incomparável porque foram eh é como você perguntar a uma pessoa quem foi melhor um jogador uma pessoa imagina você tá conversando com uma pessoa de com seus 70 anos de vida e você pergunta a ela: "Quem foi melhor um jogador dos anos 60 70 ou um jogador atual?" A relação afetiva daquela pessoa com o jogo ela muda ao longo do tempo né e para mim as experiências foram diferentes porque elas pegaram épocas muito diferentes da minha vida 98 que foi a minha primeira Copa ela surgiu muito do nada assim não imaginava que com 22 anos eu ia estar na Copa do Mundo e cara com 22 anos cara aquilo tudo é um deslumbramento né eh eh é tudo muito você mergulhar no universo que você sonhou de criança e de repente você tá ali no meio então nada o a as sensações que eu tive ali nada vai equiparar eh 2010 que foi a a segunda Copa que eu que eu fui ela é uma experiência social muito impactante de você viver a África do Sul e conhecer um país como África do Sul eh foi uma experiência muito além do futebol eh não era uma Copa que eu que em termos de futebol eu tenha desfrutado muito assim não achei um grande um grande mundial assim eh mas sobre o ponto de vista de vivência foi muito enriquecedor assim é uma é algo muito impactante assim o dia que a seleção brasileira vai fazer um treino em Soueto é um dia muito marcante assim as forma como as pessoas viveram aquilo a a a eh aquilo impactou muito a sociedade local assim foi foi impactou as pessoas que visitaram eh 2014 foi a nossa Copa aqui né eh era uma coisa muito de nervos a flor da pele de uma de uma um país absolutamente enlouquecido quase ao ponto da histeria de que o Brasil precisava ganhar de qualquer maneira e o Brasil não absolutamente não tava preparado para ganhar a Copa o Brasil não tinha uma equipe à altura de ganhar eu acho que aquilo se somou depois perde Neymar perde Thiago Silva aquilo cria uma receita de um time que sabia que precisava entregar um negócio a um país absolutamente histérico só que ele não tinha as armas para aquilo não tinha condição de dar aquilo ao país e aí resulta numa pane completa no num dia fatídico assim eh e tá e viver aquele jogo dentro do Mineirão que você sabe sabe que daqui a 50 70 100 anos as pessoas vão lembrar é é muito marcante né eh e 18 cara 18 é uma Copa muito marcante assim para mim mas muito por por questões pessoais mesmo assim além de primeiro que já me pega numa época mais um pouco mais madura profissionalmente assim eh eu sou muito grato aqui ao ao jornal ao Globo pela pelas condições em que me mandou assim era a Copa foi era quase um eu fui mais uma função de analista de futebol da equipe e eu me lembro que o Marvel dos Anjos que era o editor a quem sou muito grato ele me entregou a tabela da Copa e me falou: "Marca os principais jogos da primeira fase que a gente vai montar uma logística para você estar neles" e eu vi os principais jogos da primeira fase em loco eh podendo escrever sobre o futebol isso foi muito marcante né cara e era um sonho de menino ali sendo realizado né mas ao mesmo tempo assim aí uma questão pessoal me perdoe mas eu não tenho como não falar assim eh infelizmente a minha mãe teve uma batalha contra uma doença longa e tal e a minha mãe faleceu 48 horas antes de eu embarcar pra Copa eh e foi assim você imagina o voo né muito longo uma viagem longa você remoendo aquilo e tal eh e eu tinha estado na Rússia meses antes pro sorteio também pelo Globo só que era dezembro e era neve por todo canto né dezembro de 17 e eu fui para lá com aquela ideia meu Deus chega lá aquilo cinza né você tem ideia uma ideia equivocada que a gente tem de que o de que a rosto tá sempre frio e tá sempre cinza tudo né e a minha primeira parada foi em Sochi onde a seleção brasileira ia iniciar a preparação e eu cheguei lá encontrei uma cidade de praia de verão eh com sol eh aquilo foi me dando uma energia de novo e tal embora as lembranças estivessem ali mas era como se eu tivesse cumprido uma missão né que ao mesmo tempo envolvia também eh o meu pai sempre foi um apaixonado por futebol foi quem me fez se me me apaixonar por futebol e ele muito fragilizado naquele momento o combustível dele também era o meu trabalho de certa forma todo dia tudo que eu escrevia a gente se falava ao final de cada dia né eh a Flávia minha mulher meu filho na época tinha um ano e meio eh também dando um suporte ali para ele então o as coisas que eu escrevi tá eram tema de conversa de família todo dia aquilo ia dando para ele uma certa eh um certo energia ali uma motivação enfim foi também emocionalmente muito marcante eu me lembro que quando terminou a Copa foi como uma missão cumprida tava na tribuna do estádio eh eu comecei a chorar assim de soluçar foi uma descarga emocional assim agora terminou essa etapa agora vamos voltar para casa dar o suporte pra família né que as pessoas que precisam enfim eh é um relato pessoal mas foi muito marcante quanto foi quanto tempo que você ficou na Rússia cara eu devo ter ficado 40 dias 42 é é mais ou menos o que a gente em Copa do Mundo né quem foi cobrir a seleção que a seleção foi para foi para Liverpool né seleção ficou sim foi foi para ficou no CT do Tottenham em Londres eu acho antes mas aí não era o meu minha parte não era cobertura da seleção né eh era o Bruno Marinho Igor Siqueira se eu não tô errado que cobriu né eles fizeram uma viagem até maior certamente do que eu mas enfim eh assim é são passagens da nossa vida né misturam-se os relatos profissionais e pessoais assim e não e nessas quatro copas tem histórias marcantes aí conta também um pouco de 98 a surpresa quando aparece na lista Edmundo no lugar do Ronaldo cara isso esse esse dia mudou para sempre a forma de cobrir seleção brasileira porque se eu eu tava lá eu era uma equipe eu eu estava numa equipe de duas duas repórteres né pelo Jornal dos Esportes na época então assim evidentemente a gente não tinha como né estar em todos os lugares a gente não fazia eh eh eh nem teria como com o Brasil e França a final da Copa uma hora de começar e a gente tá na porta do hotel da seleção fazendo plantão não acontecia a gente tava no estádio e é incrível pois tinha equipes enormes com gente em todo lugar e ninguém soube da história eh o aí quando chegou a escalação na verdade assim eh ninguém tinha uma explicação né e aí começaram a surgir os mais diferentes boatos né de eh é um problema no problema no joelho é porque o Ronaldo não aparece nem na reserva né é aparece como fora do jogo né é e aí ele precisava depois aparecer numa a retificação tinha um prazo para ser feita para que não contasse como substituição para que para uma série de questões regulamentares ali da Copa o fato assim é que as pessoas só o relato do que aconteceu mesmo só veio surgir horas depois eh eh quando no as pessoas já de plantão na porta da concentração da seleção que aí houve uma uma um posicionamento do do departamento médico agora é incrível como você pensar hoje em dia todo mundo com seu celular com internet o tempo todo eh a história de um jogador da isso é um retrato de época a história de um jogador da seleção brasileira ter uma convulsão uma concentração na frente dos companheiros e isso resistir como notícia oculta durante sei lá 12 horas isso é absolutamente impensável nos dias de hoje né imediatamente eh os parentes mais próximos o agente da da do jogador do companheiro de quarto do jogadores que passaram por ali dos membros da comissão técnica 100 pessoas 150 pessoas sabem isso em 2 minutos né é um retrato de época para mim e e a gente tava falando dessas histórias nas copas além dessa do Ronaldo tem alguma história marcante para ti nessas outras copas que você cobriu de copas aqui no jornal por exemplo a gente escuta muito da da das suas histórias com alimentação na Rússia não mas aí é culpa do Thales editor de esporte thales Machado nosso editor de esporte me levou num restaurante que ele me deve até hoje que inclusive tá passando atrás da gente aqui agora fez uma propaganda danada e a coisa e enfim cara assim ah é difícil assim pegou de surpresa assim provavelmente eu vou depois lembrar me arrepender de não ter contado eh assim uma história que me marcou muito assim eh foi o primeiro treino da seleção brasileira que eu fui na França em 98 eu cheguei lá eh sozinho no treino aí olhei cara e vi vários grupos conversando assim cara eu eu não vou acertar os nomes todos mas assim olhei para um lado tava a equipe da Folha conversando lembro lembro que tava o Mário Magalhães que é o um jornalista extraordinário ele conversando com vários outros jornalistas aí olhei para um outro lado vi a equipe do da do jornal Globo tava eh Antônio Maria Filho Marcos Penido eh Maurício Fonseca aí a equipe do JB na época Jornal do Brasil Luiz Augusto Nunes eh Odemário falei: "Quô fazendo aqui né não tenho chance nenhuma aqui o melhor é voltar para casa" mas eu me lembro que aquilo me marcou muito falei: "Cara eh mas ao mesmo tempo era recompensador né cheguei né tô aqui né bem ou mal eh eh vamos tentar ver fazer o melhor possível" mas eh essa imagem foi muito marcante de ver pessoas que você lia muito eu tinha eu tinha entrado na redação do jornal do entrei no jornal dos esportes essa história é interessante eu tinha na época a gente tinha muito prova de estágio para entrar em jornais né e era muito comum aqui no Rio se fazer prova do jornal dia do Globo do Jornal do Brasil aqui no Globo tem até hoje inclusive então tem o processo de estágio até hoje eu tava na faculdade eu fiz a faculdade de em 4 anos né 93 a 96 e chegou em 96 eu já tinha feito tudo que era prova de estágio tinha sido reprovado em todas caramba né uma espécie de cafu do do jornalismo mas sendo que eu não cheguei onde o cafu chegou no futebol né não cheguei nem perto mas enfim eh mas aí tava meio sem perspectiva assim aí um amigo meu chegou para mim na faculdade e falou: "Ó tem uma uma vaga no Jornal dos Esportes só que não é na redação é no marketing" aí eu falei: "Ah beleza pelo menos eu entro no jornal né tá lá dentro né?" Cheguei lá a gerente de marketing olhou para mim e falou: "Olha só eu não tava esperando alguém com faculdade de jornalismo aqui porque na verdade a vaga você vai ter que pegar essas pranchetas aqui prancheta com papel o jornal não tinha a condição na época de encomendar uma pesquisa nas bancas para saber que horas o jornal chegava quantos sobravam não sei coisa de mercado mesmo." Sim aí eu falei não pode me dar aqui aí tinha que ir de eu fui de banca em banca de separava bairros do Rio de Janeiro você ia lá eh preenchendo a prancheta lá para com os dados para depois eles elaborarem lá um relatório aí eu fiz isso algumas alguns meses aí ela falou: "Ó vamos fazer então já que você é jornalismo faz jornalismo tá terminando vamos fazer um jornal interno aqui um jornal da empresa." E aí você entrevistava funcionários você fazia matéria sobre o dia a dia da redação e de outros departamentos da empresa aí eu comecei a fazer essas matérias e aí um dia eh teve Olimpíada de Atlanta 96 eu precisei entrevistar o Luís Augusto Veloso que tinha sido presidente do Flamengo era diretor do jornal e que tinha ido na na equipe que foi Atlanta e aí cara a gente começou a a conversar e começou a conversar de futebol em dado momento aí ele falou: "Pô mas você acompanha tanto por que que você não tá na redação?" Aí ele no início de 97 e junto chegou pro editor então Carlos Macedo outro grande professor que eu tive na carreira meu primeiro chefe eh e falou que achava que eu devia ter uma oportunidade na na redação do Jornal Esporte e aí só que era uma época muito assim o J Es Sport já era uma uma um jornal que não tinha uma condição econômica grande então ele praticamente a equipe ela era dividida entre jovens muito jovens e uma geração mais antiga né de muitos anos de jornal então você muito cedo tinha contato com tarefas que hoje você demora mais tempo muito mais tempo a fazer talvez hoje nem tanto mas que hoje você tem os canais de YouTube tá você consegue eh produzir você mesmo sem depender da de grandes empresas de mídia tradicional o fato é que em 97 em março eu entrei na redação em junho eu tava na Bolívia na Copa América e e no ano seguinte eu tava na França da Copa do Mundo né foi tudo muito rápido porque era uma uma outra realidade né mas eu agradeço muito graças ao Veloso assim ele foi um cara que deu muita força assim até perto ele eu tinha tido uma proposta em outubro de 97 quando o lance abriu eles me convidaram ele me disse: "Se você ficar aqui você vai à Copa do Mundo." O jornal em 98 entra numa crise a família queria não me mandar e ele foi quem bancou a minha ida no jornal e e e honrou assim uma um compromisso que ele tinha assumido eu sou muito grato ao amigo dele até hoje sempre foi muito leal agora você tá falando dessa época de de estágio de jovem é eu queria que você explicasse um pouco pros jovens que estão assistindo a gente como é que é a cobertura do dia a dia assim de uma Copa do Mundo porque mudou muito né cara é inacreditável o que eu vou contar hoje é inacreditável porque hoje a cobertura de uma Copa do Mundo se você for cobrir o dia a dia noticioso da seleção você vai precisar construir ao longo do tempo um relacionamento fontes e ter contato com ela fora dos ambientes oficiais porque os ambientes oficiais se resumem a 15 minutos de treinamento sai todo mundo entrevista coletiva que todo mundo vai ter as mesmas coisas então você migra muito mais para uma questão analítica né para você ter algo diferente análise e eh eh porque o noticioso ou você vai obter através de bastidor de fonte de relacionamento se você depender apenas dos canais oficiais todo mundo vai ter a mesma informação né em 98 a cobertura de um treino da seleção brasileira ela demorava pelo menos 2 horas meia por quê 98 tinha o seguinte contexto econômico a moeda era um para um praticamente o em relação ao dólar uhum no eh eh isso fez com que a imprensa brasileira fosse as centenas paraa França rádios e mais rádios de várias cidades do Brasil do interior conseguiam através de patrocínio bancar uma viagem as equipes de TV eram já eram muito grandes ainda que você ainda não tivesse a força dos canais segmentados como hoje eles já existiam tanto em SPN Brasil como Sportv mas ainda num processo inicial mas você não tinha aquelas horas todas de programação ali mas tinha na TV aberta muitas horas de programação é enfim a era o treino da seleção acontecia no no gramado do estádio do estádio Troçapan em Ozuarla Ferrier que era uma cidadezinha da França que você jurava que quando a seleção fosse embora ia aparecer um cara com uma chave ia fechar a cidade e ela ia adormecer porque era muito pequena eh acontecia no campo daquele estádio colocaram grades ao redor do campo para que a imprensa se acomodasse ali porque era uma multidão de repórteres além da imprensa internacional que cobria um elenco que era estelar né da seleção brasileira e a cada fim de treino os jogadores passavam pela grade falando então por mais que você não estivesse sozinho o que você falava aqui o o outro da outra ponta não ouvia então você conseguia produzir matérias um pouco mais autorais mais e o Zagalo que era um personagem absolutamente extraordinário da história do futebol brasileiro todos os treinos ele passava por toda a extensão da grade atendendo um por um ficava mais de uma hora falando isso é impensável nos dias de hoje o Brasil jogou em Marsélia contra a Holanda a semifinal da Copa eu me lembro que logo após o jogo peguei um trem de volta para Paris para fazer o plantão na porta do hotel da seleção que as equipes grandes acompanhavam jogadores nas folgas né se ia a Disneylândia de Paris se iam fazer compras você espalhava as pessoas eles iam como eu era praticamente eu e o Raul Fernandes saudoso Raul Fernandes era o meu companheiro de cobertura a gente eu ficava na porta do hotel do Brasil porque você pegava a saída e a volta dos jogadores da folga até que no final do dia 8 e pouco da noite chega o Zagalo por que que ele chegou 8 e pouco da noite porque ele ia ver França e Croácia semifinal da Copa que ia sair o adversário do Brasil ele vê na televisão e as pessoas foram entrevistar o Zagalo aí de repente ele surpreende as pessoas olha só vocês não preferem que eu fale sabendo já o resultado a gente poxa se puder a gente agradece só que o jogo acabava 11 horas da noite ficaram todos na porta do castelo de Lezinho onde a seleção tava hospedada que 11:10 da noite sai o Zagalo lá de dentro para dar entrevista sobre o sobre o adversário isso é um atitude de respeito a ao que é a seleção brasileira ao que é o nosso trabalho então hoje a e já existiaess a seleção já tinha existia um assessor de imprensa cara medo de cometer uma justiça se eu não tô errado é o Carlos Borges que era o assessor eh mas era muito diferente o trabalho porque o acesso era muito direto né eu me lembro na Copa América da Bolívia que eu fui algumas vezes eu ligava pro quarto dos jogadores do hotel para entrevistar eh é muito diferente eh é um outro mundo a relação se distanciou de certa forma e não tô dizendo que ah a minha época era bom na minha não é isso o mundo mudou o jogador tem outras expectativas talvez o acesso também fosse demasiado era desgastante não sei eh agora que que se trabalhava eh ao mesmo tempo tinha os riscos né você não sabia o que o outro tava fazendo né então aí no todo dia você abriu o jornal cobrindo o clube então você abriu o jornal assim com medo do que ia vir por ali durante muitos anos de setorista eu quando eu não estava no Globo tava no lance eu me lembro que o Globo todo dia da internet virava a edição não era essa atualização constante como é hoje né o Globo virava meianoite:15 meia 20 ele virava a edição com as matérias que iam estar no dia seguinte eu não dormia antes eu f esperava para olhar todo dia para saber se eu ia dormir bem ou mal e além de Copa do Mundo você cobriu duas Olimpíadas a de Londres 2012 além do Mais ou menos né olimpíada mais ou menos porque o futebol é um mundo muito à parte é porque você fez só o futebol né e aí você se sentia entre aspas deslocado da Olimpíada sim embora tenham sido e eh viagens muito legais e trabalhos muito legais porque o futebol olímpico ele é ele tem uma certa ele é um pouco mais informal em relação ao futebol habitual que a gente cobre os jogadores são mais jovens por mais que hoje já sejam jogadores com nome né eh e a própria ambiente da Olimpíada ele é mais relaxado um pouco no futebol pelo menos era fui a Londres 2012 e o Rio 16 então você até consegue produzir mais coisas e tem histórias mais diferentes né vão seleições que normalmente não se classificam para grandes eventos o Brasil enfrentou o Iraque em 2016 né eh na Olimpíada então tem histórias legais assim a 2012 eu fui para Londres pela primeira vez após eu viajei saí do Rio seleção ficava numa cidade da dizia da região metropolitana de Londres assim eh perto do CT do Arsenal eh e aí o a partir da fez um período de treinamento e a partir dali ela botou o pé na estrada a gente teve um jogo em Middlesburg um amistoso teve um jogo aí a seleção estreou em Cardif no país de Gales jogou em Manchester jogou dois jogos em Newcastle jogou em Manchester a semifinal e foi para Londres pra final eu fui pisar em Londres na quarta-feira antes do encerramento da Olimpíada putz eh agora a gente viajou de carro rodou rodou Inglaterra e País de Galhes de carro foram mais de 2000 km rodados é muito bom muito uma viagem muito legal eh e com histórias boas para contar e no Rio foi mais ou menos a mesma coisa né o Brasil só vem pro Maracanã paraa semifinal né uhum contra Honduras né honduras foi uma goleada né 6 a 0 foi é eh agora o o 2016 o momento mais legal foi a final porque aí você vê a força da do que é a seleção e do que é o futebol no Brasil né eh todos os recordes de audiência foram batidos naquele Brasil e Alemanha evidente gente uma Olimpíada o futebol se pensar em termos de esporte é é uma das coisas menos importante aí tem é um dos poucos torneios que não reunia a nata a elite do esporte né e bem ou mal assim na hora que o Brasil vai pros pênaltis com a Alemanha era como se toda a Olimpíada tivesse sido construída e a final tava sendo jogada naquele momento né para desse e a a o aquele o boulevar olímpico ali onde tinha perto de onde tinha a a pirolímpica e onde tinha um telão também uma espécie de fã zone por dia que teve mais gente ali as audiências de TV foram as maiores na hora que o Neymar foi bater aquele pênalti era o Brasil tava parado e um grito de gol eh eh até pelo sentimento de revanche contra a Alemanha né alemanha e o Brasil não tinha o ouro olímpico ainda tinha batido na trave em 12 enfim virou uma grande história o futebol né eh e e no fim das contas assim eh a Olimpíada ela é muito mais marcante para todos os outros esportes o futebol não é a coisa mais importante eh eu queria ter uma oportunidade um dia de cobrir a Olimpíada os esportes olímpicos mas enfim não sei se a vida vai permitir você de certa maneira teve uma experiência com na comunicação dos jogos pan-americanos de 2007 né ali foi eh assim ali foi uma situação bem bem de de uma transição de carreira né digamos assim o eu tinha tido uma experiência muito enriquecedora eh sobre o ponto de vista profissional mas pessoalmente muito desgastante e que eu vou dizer que nunca vou fazer de novo mas não há uma coisa que eu gostaria de penso em repetir que foi na assessoria de imprensa do Flamengo eu era repórter do lance em 2004 era setorista de Flamengo aí um dia eu liguei para um dirigente do Flamengo para apurar a matéria aí ele falou: "Preciso você vem aqui agora na Gávia" na Gávia né quem era o dirigente era o Gerson Biscoto vice-presidente de futebol na época gestão Márcio Braga aí eu falei bom deve ter uma notícia boa né para me dar né para mandar aí fui já avisou a chefia do jornal é ó tô indo lá vai vou voltar com notícia e voltei né só que não aqui mais que eles esperavam aí eu cheguei lá eh ele falou assim: "Olha não na verdade eu não vou te responder nenhuma pergunta agora eu preciso quero te convidar para ser assessor de imprensa do Flamengo a gente vai trocar como tem umas uma troca sendo feita na comunicação e tal" e aí cara eu fiquei meio sem ação né voltei pra redação falei para eles primeira coisa que a gente tem que resolver eu não sei o que eu vou fazer mas eu preciso sair da cobertura por uma questão de ética de conflito como é que eu vou eh cobrir um clube que me convidou para me oferecer um emprego né assim aí tomei uns dias para pensar e falei assim: "Cara eu acho que é eu não eu não não é o que eu não eu não tenho um plano de fazer carreira num clube de futebol eh não nunca sonhei com esse trabalho mas era uma experiência que precisava mas era uma chance de ver o futebol dentro eh e o futebol é na época a presença da comunicação no futebol era muito hoje hoje cara são quase são empresas dentro do clube a comunicação dos clubes né são tem muita gente trabalhando é canal de TV é mídia social você você ia ser o único assessor do futebol era o assessor do futebol do Flamengo hoje hoje o Flamengo por exemplo tem cinco assessores do futebol o futebol profissional fora base isso e ainda tinha que de vez em quando escrever pro site que era uma coisa incipiente não tinha rede social mas eh 1 todo tipo de demanda possível tinha mais uma pessoa no esporte olímpico na época uhum e tinha a saudosa e espetacular Marilene Dos que era fazia assessoria do Márcio Braga pessoalmente assim mais institucional institucional mas muitas vezes demandava coisas de mim então assim a vida era o dia inteiro no clube todas as viagens do futebol todos os treinos todos os jogos todo tudo em 2005 que foi um ano tenso pro Flamengo só perdia né a minha o meu primeiro jogo como assessor de imprensa no intervalo da estreia do a estreia do campeato carioca de 2005 Maracanã no intervalo o placar mostrava Flamengo zero Olaria 3 caraca para você ter uma ideia do momento né momento de dificuldade econômica terrível mas assim o que eu tava buscando ali era vivências de futebol sim conversar conviver com treinadores eu eu sentei em mesa onde estavam negociando contratação de jogador como um espectador mas eu vi muita coisa acontecer que foi boa foi muito enriquecedor só que a presença do jornalista ali era um corpo estranho dentro do futebol ainda você era olhado com desconfiança eh se tinha uma reunião de vestiário ah a comissão técnica toda vai para uma reunião eu tentava ficar fora porque eu sabia que ia vazar aí se vazasse eu era o o ia apontar para você já seria o bod expiatório ali ex e era muito muito ruim assim não eu não era feliz naquele trabalho e eu sempre gostei de contar histórias eu não gostei de preparar o terreno para outros contarem histórias eu sempre gostei de contar histórias então não era uma coisa que me deixava feliz aí eu entendi que eu primeira temporada a segunda temporada eu comecei a pensar na ideia de sair aí o Flamengo ganhou a Copa do Brasil aí eu falei: "Ah eu vou esperar a Libertadores já pode ser uma uma experiência diferente" em 2007 quando o Flamengo foi eliminado da Libertadores em 2007 em 2007 Flamengo e defensor né do Uruguai né aí eu decidi sair comecei a conversar com pessoas e apareceu essa hipótese do do PAN eh não era exatamente assessoria de imprensa do PAN era a gente fazia um serviço chamado serviço de notícias dos jogos a gente que alimentava um sistema uma intraneta você tá cobrindo o PAN ou até hoje tem na Olimpíada tem muito isso tem esse serviço você tem todas as notícias e uma declaração de cada medalhista de cada pequeno evento que tem na Olimpíada para pra pessoa poder ter quem não tem impossível equipe que tem mobilidade para estar em todos os lugares se tinha acesso ali era esse trabalho que a gente fazia eh e aí eu tive muita sorte né muita sorte porque era um contrato de tempo determinado né três meses você saí do Flamengo por um emprego de três meses tamanho nível de desgaste que eu de e de não querer mais estar ali e eh no último dia da rescisão de contrato de assinar lá a rescisão do PAN que era o fim do contrato tal me liga o Antônio Nascimento então editor aqui do Globo eh por uma vaga que tinha aberto no esporte e perguntando se eu queria se eu queria vir e aí voltou para ser setorista do Flamengo aí não não aí eu eu voltei com a condição de não ser setorista do Flamengo que eu achava que não era o tempo eticamente não era legal assim eh mesma temporada enfim mas as fontes que você construiu naquela época também ajudaram claro mas aí eu acho que já é um patrimônio que você constrói ao longo da sua vida da sua atividade como você o relacionamento com pessoas e a construção de laços de de relações elas são parte do nosso trabalho aí eu acho que é legítimo que você as use agora eu acho que precisava ter um tempo uma espécie de um período de de carência digamos assim né eh eu voltei a setorista em 2008 agora quando você volta a ser deixa o Flamengo volta a ser setorista como é que você faz a leitura da cobertura que que você faz que o jornalismo faz e de assim mas eu tive lá dentro e sei como é que as coisas funcionam como é que conseguia não o que você tem o que eu tive a percepção assim não é que as a empresa noticia era a imprensa acerta quase sempre quase sempre acerta o que tem que ser o o que o que muda na verdade é eh para perdão o que muda para mim é muito mais a a forma de de você interpretar as ações por que algumas decisões estão sendo tomadas é muito mais o julgamento de algumas decisões tem coisas que estão postas na mesa que às vezes a gente a gente de fora não pesa sim desde questões pessoais de quem tá envolvido as pressões de um clube associativo eh políticas conselheiros dia a dia tem muitas questões que são que são pesadas dentro do dia a dia de um clube questões eh quem tá por exemplo um treinador eh uma coisa que eu eu sei que é controverso assim e eu eu acho eu não gosto muito até hoje quando a gente tá comentando um jogo era óbvio que ele tinha que fazer isso e não fez era óbvio que ele tinha que escalar o fulano e não escalou não há nada óbvio que um trein um desses treinadores com 20 30 anos de futebol não enxergue e a gente enxerga isso é absolutamente isso fora da realidade mais a gente tem acesso aos treinos hoje em dia né é e e assim a a gente pensa em em decisões que são tomadas só que a gente não precisa comunicar ninguém à tomada dessa decisão ele precisa e essa decisão vai impactar em 30 caras é óbvio que isso tem um peso no às vezes ele provavelmente sabe que o melhor em dado momento é um outro jogador que tá pedindo passagem mas o jeito de fazer essa transição precisa ser de outra maneira então isso é muito delicado tem tem o lado gestor ali do treinador também fora o técnico tático enfim claro quando você quando um comentarista fala: "Eu faria isso" eu faria porque não vai mudar em nada até o meu time não vai o meu time não vai ser posto à prova só do treinador né então eu não perco nunca o jogo sim então e eh por isso que eu tenho eu sou eu eu prefiro até hoje como comentarista eu prefiro julgar ó ele colocou esse time esse ele provavelmente tá tentando isso o efeito do jogo foi esse foi bom ou foi ruim não que ele deveria ter feito outra coisa porque eu não sei se a outra coisa ia funcionar agora Mansur eh dentro dessas experiências na na cobertura de clubes desde antes do da assessoria do Flamengo depois e hoje em dia também mesmo como comentarista da forma como você observa e e nessa experiência como assessor do Flamengo de um clube de futebol eh dá para você dimensionar dentro daquele aquele saudosismo que existe ah o futebol antigamente era muito melhor ah não o futebol hoje em dia tá muito mais profissional enfim tem essas essas nuances dá para você dimensionar se para você hoje em dia eh a cobertura de clubes e e a forma como se enxerga os clubes de futebol a forma como se vive o futebol melhorou ou piorou de certa forma é possível isso você diz em relação a que ao viver o futebol que é do torcedor do acho que acho que dos dois tanto da imprensa como da forma que a imprensa passa pro torcedor e a forma como o torcedor observa eh absorve esse tipo de coisa esse tipo de notícia enfim cara boa pergunta assim eh eu acho eu eu acho que o futebol eh ele é reflexo de uma sociedade eh que tem algumas patologias né eu acho tudo muito violento hoje em dia uhum eh e eu não sei o quanto essa esse distanciamento entre os personagens do jogo e as pessoas que contam a história contribuiu para isso né você a a as gerações elas são mais distantes eh menos histórias pessoais são contadas e e talvez a gente veja o os jogadores como robôs que jogam futebol se apertam o botão eles têm que entregar resultado o fato é que hoje você tem uma um ambiente em que em que até a própria relação entre o torcedor e o jogador é mais distante né eu e eu acho que também a coisa do futebol hoje cobrar mais caro pelos ingressos eh o o criou uma relação de cliente não de torcedor de uma pessoa que quer ser atendida nos desejos dela o o o que eu o que que eu tenho muito medo a coisa que mais me incomoda no futebol hoje é que ele é muito o depositário de todas as patologias e de todo o lixo que a sociedade produz as pessoas a gente prega muito para um jogo mais tolerante para uma mudança de ambiente de estádio por conscientizar as pessoas de que racismo em estádio é racismo também misogenia em estádio é misogenia também violência em estádio é violência é crime eh violência contra a mulher em estádio é violência contra a mulher e precisa ser combatida só que no fundo a minha sensação por vezes é que muita gente quer manter o estádio como um ambiente de leis próprias porque ele quer ter um lugar para ele despejar todas as suas frustrações do dia a dia ali e o e o profissional de futebol ele virou alguém obrigado a aceitar que o o eu detesto esses termos em inglês mas eu não tô conseguindo o job description né dele todos os os ahã como se fosse um pré-requisito para aquele tipo de que que o pacote da profissão dele deva incluir se preparar treinar competir e ser xingado de por todo mundo até porque o discurso é que ele ganha muito bem para isso exato como se isso ele deixa isso desumanizasse né então eh a gente construiu no futebol ao longo de muito sem perceber e sem maldade provavelmente ao longo de décadas e décadas desde o pai que leva o filho pela primeira vez e fala: "Aqui pode falar palavrão" o pai não tá querendo construir um formar um pit bull um violento não é isso só que aos poucos você vai a gente foi criando no inconsciente das pessoas de que do do no ambiente do futebol é um ambiente de permissividade maior você alivia ali as suas tensões só que como a sociedade foi ficando cada vez mais doente a sociedade das redes sociais da intolerância da polarização de resolver tudo através da ofensa da desqualificação do outro o futebol ele virou o uma válvula o a a válvula de escape para todo esse lixo e ali e e e o ar foi ficando irrespirável assim então hoje assim quando a gente eh eh eh tenta falar em em tornar o futebol um ambiente melhor e tal primeiro a gente tem a resistência de muita gente que quer que continue sendo assim mesmo mas aí Mansur eu eu fico com uma dúvida também se antigamente essas coisas já não existiam e a e a e a sociedade de uma forma geral por não debater tanto essas questões sociais eu não percebia sabe por que que você acha que o futebol contraria todas as estatísticas do mundo quantos atletas eh declaradamente homossexuais estão em atividade no Brasil percentualmente quantos por centos zero zero isso é um desvio estatístico impossível de acontecer sim só que ele sabe que o ambiente para ele vai ser irrespirável isso é uma barbaridade né as pessoas não podem ser quem elas são no ambiente do jogo né as pessoas não podem ser quem elas são isso é uma loucura sim e assim eh eh e e a gente e e o futebol e ele precisa entender porque evidente que ele é um reflexo da sociedade mas quando o tempo todo as coisas acontecem no campo de futebol e para se livrar de punições ou da necessidade de trabalhar pela construção de um ambiente melhor o futebol aponta o dedo e diz: "Não mas eu sou um reflexo da sociedade o mundo lá fora é assim." você adia o seu trabalho pela construção porque você construiu durante muitos anos sem sem trabalhar contra isso um ambiente de permissividade absoluta o futebol tem um papel a fazer e acho que não passa só por punição porque a gente precisa entender o quanto quando a gente pede punição contra racismo contra homofobia é evidente que isso é um pilar fundamental da da da tentativa de melhorar o ambiente de resolver o problema é evidente mas até que ponto a gente tá apenas satisfazendo a nossa sanha punitivista que a gente tem em tudo né eh a gente quer punir quer prender todo mundo e a gente tá de fato construindo algo novo o o Roger Machado ontem depois do do jogo Bahia Inter ele foi perguntado sobre um caso de de racismo que aconteceu em Porto Alegre ele fala da importância da punição mas também da importância da educação que o futebol pode transmitir para enfim para pros jovens pro Eita fala uma frase que é genial no final o dia que não tiver mais ofensa racista no futebol o racismo continua existindo porque ele é estrutural da sociedade né tá sociedade tá edificada em uma base em uma base racista mas assim eu eu traço um paralelo com essa coisa da da pena da mera punição que é o seguinte cara o Brasil tem a terceira população maior população carcerária do mundo então dizer que o Brasil é um país que não pune ninguém é mentira o Brasil produz população carcerária com preto e pobre então a rodo né é a coisa mais fácil do mundo é prender gente e você só que você não recupera ninguém e você continua prendendo gente você não resolveu punindo porque a violência urbana tá aí por quê porque você tem um problema de fundo que é desigualdade se você não resolve desigualdade você vai continuar construindo tensões sociais que vão resultar em criminalidade naturalmente porque as pessoas têm fome né as pessoas sentem fome como é que você transpol o futebol vai punir o racismo a homofobia hoje amanhã depois vai banir do estádio eventualmente vai prender só que enquanto o futebol não resolver o seu problema social de fundo que é a noção geral de que aquele é um território sem regras de você reeducar as pessoas de que aquele ambiente valem as mesmas regras da sociedade você vai apenas punir sem você construir um ambiente novo se você não construir um ambiente novo em que não vale agredir as pessoas não vale xingar todo mundo em que o profissional de futebol não tá ali como um boneco que vale você jogar tudo nele e ofender toda essa construção precisa mudar e você não vai perder nada o futebol não vai deixar de ser legal por isso porque ele não é legal por causa disso ele é legal porque ele é bonito pela competição pelo que o esporte é e você vai poder continuar torcendo amando apaixonado eh vibrando tendo e eh eh se exaltando só que para isso você não precisa e machucar o outro entendeu enquanto você não construir isso você não resolve você vai punir vai melhorar vai dar passos adiante mas sozinho não vai resolver agora Mansur eh a gente tá chegando já no no fim do episódio aqui nessa nessa sexta-feira dia 4 e enquanto a gente tá falando aqui o Renato Gaúcho tá sendo apresentado lá no Fluminense então eu queria te perguntar mais na nessa nessa questão do campo e bola eh o que que você achou da escolha do Fluminense o que que você o que que a gente pode esperar do trabalho do Renato Gaúcho tava comentando até isso ontem no TR e só para completar eh você acha que a diretoria do Fluminense ela eh não sei se você tem a pretensão de dizer se acertou errou mas esperar o um jogo para demitir o mano você poderia ter feito isso antes já não tava satisfeito com o trabalho sim no dia da dia dia seguinte a queda do anúncio daquela porque aquela foi meiaite:30 né tava no ar na troca de passe chegou o no meu WhatsApp a a informação eu li a nota do Fluminense perdão durante o programa melhor horário pro jornalista né inclusive demitir o treinador meiaite meia pro jornal então é uma tragédia né meu Deus do céu mas de um sábado inclusive foi sábado meia-noite meia de sábado para domingo tudo que os jornalistas verdade é verdade e aí eu comecei a conversar com algumas pessoas que vivem o futebol do Fluminense tentando entender o relato é assim que não houve um episódio específico houve uma sensação de que a relação em 2025 se transformou muito eh começou a ter um nível de desgaste maior o clube entendendo que a evolução do time não era imaginada que a forma de jogar não era imaginada enfim eu acho que essas coisas elas não elas se constróem gradativamente e aí eu que aí eu entendo essa parte aí aí termina a informação e entra a opinião né você apura os motivos e a partir daí você tem uma opinião para mim eh não é não não é é difícil você justificar que isso aconteça na primeira rodada do Campeonato Brasileiro em que você termina por jogar fora todo o período do Campeonato Carioca eh mais o período pré-brasileiro de preparação e vai assumir um treinador o Renato que vai jogar de três em três dias ele quase não vai treinar o time né então eu acho esse é um ponto isso é um ponto importante porque grande parte das demissões do futebol brasileiro se originam das contratações quem contrata sem convicção demite por estatística às vezes por quantidade de pontos ganhos perdidos o do de um time de futebol porque na verdade na na primeira instabilidade você já não tem convicção daquele nome porque que você vai apostar na continuidade né já não é o seu favorito mesmo então eh acho que essa é uma questão a escolha do Mano teve do Renato teve um aspecto curioso né fluminense tentou Milito antes não não há dois perfis mais distantes por um lado isso é criticável é criticável por outro lado assim é criticável por mim aqui sentado conversando com vocês eu não sou obrigado a resolver logo porque o calendário não vai esperar a diretoria do Fluminense resolver treinador estava falando antes né exatamente então os jogos vão se suceder eh não dá para eu ficar preso a um perfil só e ficar um mês dois meses buscando esse perfil o calendário não espera né foi o que aconteceu com o Botafogo e o Botafogo viveu uma realidade diferente né ele de fato não apressou o processo em nome do campeonato carioca mas ele sabia que para o início real entre aspas para ele da temporada ele precisava ter um um treinador aí tem uma forma de encarar o ano um pouco diferente que talvez o dono tenha mais facilidade que o dirigente de clube associativo para fazer porque não tem a pressão de fora exatamente é muito diferente eh enfim de fato é curioso você sair do militro chegar no Renato é agora o o Fluminense vai viver uma dificuldade que é essa transição de trabalho frenética que eu acho que que eu acho do Renato tentando separar o personagem do do do treinador como treinador eu acho que ele faz times muito interessantes de ver com bola e sou muito crítico da parte estrutural de conteúdo tático especialmente sem bola das equipes dele acho que deixam bastante a desejar pelo menos nos últimos trabalhos eh observando o que foram os times dele e eh de uns tempos para cá eh dificuldade de controle muitas vezes por exemplo o Flamengo vice-campeão da Libertadores era um time que era interessante com a bola teve ótimos momentos teve boas atuações com bola goleados até por vezes era caótico no Flamengo o a semifinal do Flamengo contra o Barcelona de Guiaquil você pega os dois jogos o Flamengo permitiu mais de 30 finalizações o Diego Alves na época fez uma sucessão de defesa assim enfim eh eu acho que tem eh dificuldade de compactar time de de enfim tem algumas questões de trabalho que eu sou crítico e admiro a parte com bola né eh dele eh em relação assim ao personagem eu aí eu já tenho restrições tô não tô falando de das escolhas de vida visões sociais e políticas o Renato essas eu discordo pronto são só são vivemos em polos mas respeito visões diversas e eu acho que o mundo tem que ser assim eh o que eu acho que ele não durante muito tempo da carreira dele a forma dele se posicionar como personagem nas entrevistas nas nos pronunciamentos públicos ele é um personagem importante porque ele é um uma pessoa conhecida com história ele contribuiu pouco pro futebol brasileiro assim quando ele desdenha do estudo eh quando ele desdenha do nosso trabalho muitas vezes eh não acho respeitoso em muitos momentos com o nosso trabalho é eh quando ele ele e fez pouco do caso dos cursos da CBF a forma como ele acabou até indo fazendo umas férias e se se posicionou quanto a isso e muito recorrentemente eu acho que os discursos dele não são construtivos pro futebol quando ele eh teve a história do drone num treino e a reação dele é que o mundo é dos espertos então a gente o futebol dialoga com a sociedade sabe tem valores ali envolvidos que precisam ser ser respeitados e é importante para acho que quem fala precisa construir e não é só o Renato tá acho que tem muitos treinadores que não não não constróem boas boas relações e boas mensagens a partir dos seus pronunciamentos acho que eles têm responsabilidades que precisam ser assumidas o o caso Rafinha e Romário por exemplo para mim é um clássico da da do do péssimo diálogo com a sociedade recente mas enfim envolvi um senador da República né para piorar a situação toda mas enfim acho que o Renato é esse personagem multifacetado quem o conhece pessoalmente diz que é uma pessoa de um coração gigante e eu mas eu não me cabe aqui julgar as pessoas quem sou eu para julgar alguém eu tô eu julgo um pronunciamento do Renato eu julgo um posicionamento dele eu analiso o time de futebol dele que é o meu trabalho no final das contas e eu acho que tem coisas admiráveis no trabalho dele coisas que eu curto menos perfeito eh enfim Bernardo que não estamos finalizando aqui já estamos já Passou rápido é passou rápido papo é bom quando papo papo é rende só pra gente finalizar aqui eh as as estreias de Botafogo e Flamengo Libertadores especialmente do Botafogo te preocupa o Botafogo um pouco olha só o a gente costuma dizer quando começa a temporada né você vi um dois jogos início de temporada deixa mais questões mais interrogações do que respostas o caso do Botafogo é que elas estão vindo agora porque a temporada do Botafogo de fato começou agora né agora que o Botafogo se mostrou com o seu treinador com seu elenco completo e e e de fato começando a competir o jogo com o Palmeiras tinha deixado uma boa impressão mas eu me lembro de ter feito um alerta eh no no próprio Troca depois eh do jogo eh é uma circunstância particular de jogo onde o Botafogo teve muito espaço paraa transição Palmeiras com muita iniciativa e muito exposto naquele dia e o Botafogo defendeu muito bem muito organizadamente e saiu muito organizadamente e ali não tinha dado para notar uma diferença muito grande de proposta do Renato Piv em relação ao anterior porque foi um jogo mais de transição não foi um jogo que exigiu dele ter a bola e construir os espaços e acho que na Libertadores o Botafogo se apresentando como campeão ele vai ter muito mais times como a Laú que vão esperar um pouco mais e o Botafogo vai ter que construir e ali apareceu uma forma de jogar do Renato Pai que já é esperado ele é um técnico de um jogo posicional muito definido muito diferente do do Artur Jorge do Artur Jorge em termos de proposta ofensiva e ali o Botafogo teve dificuldade para mim eh parecia um processo iniciando né você tirar a partida de ocupação de espaços eh os laterais abrindo o campo os jogadores de lado tentando vir por dentro achei que o Botafogo teve dificuldade no jogo e aí isso é um ponto para preocupar porque é um processo que tá começando mas você acha que e a e desculpa só um ponto que eu acho fundamental do Botafogo botafogo gastou de novo muito dinheiro na janela o Botafogo gastou mais de meio bilhão na janela e a sensação hoje é evidente que é injusto comparar o status de quem saiu com o status de quem está o Júnior Santos o Almado e o Luiz Henrique eles saem como protagonistas do maior ano da história do Botafogo com papel decisivo em jogos fundamentais que vão marcar a vida do botafoguense para sempre evidente que é difícil esses caras ter só que saiu do Botafogo uma quantidade grande de gols e de assistências a minha dúvida é os seus jogadores que estão agora vão conseguir assumir essa capacidade de ser decisivos eles vão repor os gols que saíram em momentos importantes porque eu acho que ficou muito claro pro torcedor do Botafogo nos dois jogos mesmo o jogo da Laú que o time criou menos mas principalmente o jogo do Palmeiras ano passado esse jogo eu ganhava porque ele esses caras resolviam as chances que o Botafogo teve ou as bolas ou os momentos de que o Botafogo ficou perto do gol adversário a capacidade de assumir um papel de decisivo dos jogadores que estão lá é que ela vai precisar se provar e a gente vai precisar um pouco mais de tempo para saber se o Artur vai ser se o Santio Rodrigue vai ser se o Igor Jesus que não vive um bom momento vai retornar a ser com gols decisivos eu acho que esse é um é um ponto importante do Botafogo e como você falou acho que precisa de um pouco mais de tempo para pra gente descobrir essas respostas né é e do Flamengo acho que tem uma questão que você já que você perguntou para não deixar sem resposta de formação de elenco acho que o o Flamengo não tô dizendo que o elenco do Flamengo é ruim não sou maluco eh o Flamengo tem um elenco para disputar tudo e tem um técnico para disputar tudo agora o 424 de ontem tem uma dificção de elenco o Flamengo tem uma coleção de pontas né tem gente que coleciona selo gente que coleciona Flamengo coleciona pontas né muitos deles que ficam menos confortáveis jogando por dentro e que e aí dois pontos fundamentais um jogadores com menos intimidade com o gol flamengo é um elenco que tem pouco gol flamengo domina muitos jogos e chega no final pendurado por um ataque uma escapada do adversário no final um lance de bola na área que se acontecer alguma coisa é tropeço quase foi contra o Tátra o jogo com Vasco aconteceu eh jogo com Fluminense aconteceu quase sempre pendurado por uma vantagem mínima e a outra questão eh poucos jogadores que ficam à vontade por dentro especialmente para jogar entre linhas adversárias o a função que no time é uma formação base do Flamengo né quando o Flamengo ataca que o Gerson vem da direita para dentro e o Arrascaeta é o outro meia que é de Gerson em Arrascaeta passou a ser entregue a dois atacantes velocistas de ponta desconfortáveis de costas ontem e no fim de semana teve Luiz Araújo e Bruno Henrique fazendo a função ontem dado momento o próprio Luiz Araújo com Cebolinha às vezes o Michael com Cebolinha e não é simples né eles têm essa aptidão então o Flamengo às vezes encontrava espaço contra um adversário que dá espaço mas são jogadores de muito mais aceleração ataques do que própria o Flamengo melhora um pouco quando coloca um lateral que é um pouco mais construtor que é o Alexandro que consegue pela primeira vez no jogo ele aciona o Cebolinha numa circunstância melhor para ele que atacar de frente ele vai no fundo não foi nenhuma jogada perfeitamente perfeitamente executada né o cruzamento é mais assim evitando a saída de bola mas aí você tem dois homens na área com um pouco mais de de imposição o Bruno Henrique e o Juninho saiu o gol mas acho que o Flamengo tem uma questão de formação de elenco que é desequilibrada e que isso pode fazer diferença ainda mais porque o Arrascaeta por exemplo é um jogador que muitos anos ele joga um percentual inferior ao ideal do dos jogos do Flamengo no ano eh eh o Flamengo tem alguns jogadores que tem colecionam muitas ausências né no ano e ali não tem muita reposição não bom acho que é isso deu o tempo do nosso programa infelizmente porque como Bernardo Mansur falaram o papo tá bom mas eu acho que deu pra gente entrar em diversos temas para pros mais variados públicos assim pras mais variadas torcidas principalmente de Fluminense Flamengo que a gente falou muito até pelo passado do Mansur Profissional e Botafogo nesse finalzinho e é isso gente espero que vocês tenham gostado de mais esse episódio semana que vem tem mais e obrigado pela presença aí com a gente что [Música]
Fique informado(a) de tudo que acontece, em MeioClick®